Mariano, também chamado de Tumache e Mon Gigolo nos prostíbulos
paulistanos dos anos 30, foi criado pela cartomante Antonieta. Mariano
aprendeu com ela a ler a sorte num baralho sebento. Era ainda um menino
quando sua protetora morreu. Foi então adotado por Madame Iara, uma de
suas clientes, mulher elegante e muito bem relacionada. Dona de um
bordel de primeira classe, freqüentado por figurões, Madame Iara leva o
garoto para viver com ela e suas “sobrinhas”. Todas se encantam com ele e
sua habilidade para redigir cartas. Rapidamente, Mariano vira “redator
de bordéis”, sua primeira profissão, e passa a ser requisitadíssimo. Já
começava a ganhar dinheiro e a se vestir bem quando a rotina do
prostíbulo sofre uma reviravolta com a chegada de uma nova hóspede: a
jovem e sedutora Lu, a Virgem de Guadalupe, por quem ele imediatamente
se apaixona. Inicia-se aí sua longa e acidentada carreira de gigolô, que
seria bem-sucedida até o aparecimento do inimigo cuja existência Madame
Antonieta havia previsto na leitura do baralho: Esmeraldo, o Valete de
Espadas, um proxeneta que usava sapatos de duas cores, colarinho
engomado, gravata estreitinha e abotoaduras de ouro falso. Mariano, que
abominava tais roupas – trajava ternos de tecido inglês – passa a lutar
contra ele pelo coração de Lu.
O livro deu origem em 1970 ao filme
brasileiro “Memórias de um gigolô”, dirigido por Alberto Pieralisi e em
1986 a minissérie de televisão “Memórias de um gigolô”, exibida pela TV
Globo.
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Mariano, também chamado de Tumache e Mon Gigolo nos prostíbulos paulistanos dos anos 30, foi criado pela cartomante Antonieta. Mariano aprendeu com ela a ler a sorte num baralho sebento. Era ainda um menino quando sua protetora morreu. Foi então adotado por Madame Iara, uma de suas clientes, mulher elegante e muito bem relacionada. Dona de um bordel de primeira classe, freqüentado por figurões, Madame Iara leva o garoto para viver com ela e suas “sobrinhas”. Todas se encantam com ele e sua habilidade para redigir cartas. Rapidamente, Mariano vira “redator de bordéis”, sua primeira profissão, e passa a ser requisitadíssimo. Já começava a ganhar dinheiro e a se vestir bem quando a rotina do prostíbulo sofre uma reviravolta com a chegada de uma nova hóspede: a jovem e sedutora Lu, a Virgem de Guadalupe, por quem ele imediatamente se apaixona. Inicia-se aí sua longa e acidentada carreira de gigolô, que seria bem-sucedida até o aparecimento do inimigo cuja existência Madame Antonieta havia previsto na leitura do baralho: Esmeraldo, o Valete de Espadas, um proxeneta que usava sapatos de duas cores, colarinho engomado, gravata estreitinha e abotoaduras de ouro falso. Mariano, que abominava tais roupas – trajava ternos de tecido inglês – passa a lutar contra ele pelo coração de Lu.
O livro deu origem em 1970 ao filme brasileiro “Memórias de um gigolô”, dirigido por Alberto Pieralisi e em 1986 a minissérie de televisão “Memórias de um gigolô”, exibida pela TV Globo.