O EGÍPCIO é a
reconstituição total de uma era até hoje não devassada pela ficção, e
como tal, enriquecem-na veias túmidas de fascinante erudição.
Inteiramente autêntica, está escrita num estilo literário de que
pouquíssimas novelas históricas podem gabar-se. Passa-se no Egito, mais
de um milênio antes de Cristo, e abrange tudo do mundo conhecido de
então. Vem narrada por Sinuhe, médico do Faraó, e é a história de sua
vida.
Desfilam inúmeros personagens, descritos com perfeição,
alguns dos quais dificilmente serão esquecidos: Horemheb, o general do
Faraó, que dirigia sua carruagem sobre mulheres, crianças e velhos das
terras conquistadas; Neferne-fernefer, com quem as modernas irmãs do
pecado jamais poderiam competir, Minea, a virgem votada aos deuses,
dançando nua diante dos touros sagrados, a rainha Nefertiti, cuja beleza
física era perigosa em demasia por estar combinada com a malícia e a
inteligência aguda, o escravo Kaptah Kaketamon, a bela irmã do Faraó
Akhnaton.
Intriga, morte, guerra, paixão, amor e luta religiosa
são contados, enquanto Sinuhe vai revelando sua vida, ora radiante, ora
desesperançada. Há grandeza impressionante em “O EGÍPCIO”, amplo rasgo
do romance verdadeiramente de primeira classe, o triunfo assombroso de
uma grande imaginação criadora, uma obra épica magnífica. É um livro que
o entreterá por várias horas, deixando-o em suspenso, possuído de um
encanto que jamais será esquecido.
Mika Waltari era quase
desconhecido fora da Finlândia, sua pátria. Produzira considerável
número de peças teatrais, poemas e novelas logrando grande êxito local,
porém sem grande repercussão internacional. Suas primeiras influências
literárias foram os escritores franceses modernos; suas obras estavam
cheias de problemas da mocidade, os enredos, um tanto sensacionais,
girando em torno dos conflitos do álcool e do sexo, e Mika Waltari fazia
parte então de um grupo de literatos radicais que se cognominavam de
“Os Condutores da Tocha”.
A primeira transformação sensível no
gênero literário de Waltari se processou em 1938, com a peça “Akhnaton”.
As pesquisas em que se orientou nessa peça o conduziram ao plano de “O
Egípcio”. Infelizmente a guerra prejudicou muito o seu trabalho,
atrasando a publicação, que ocorreu somente em 1945, logo se tornando
uma sensação, não tardando que as traduções se sucedessem através do
mundo!
Description:
O EGÍPCIO é a reconstituição total de uma era até hoje não devassada pela ficção, e como tal, enriquecem-na veias túmidas de fascinante erudição. Inteiramente autêntica, está escrita num estilo literário de que pouquíssimas novelas históricas podem gabar-se. Passa-se no Egito, mais de um milênio antes de Cristo, e abrange tudo do mundo conhecido de então. Vem narrada por Sinuhe, médico do Faraó, e é a história de sua vida.Desfilam inúmeros personagens, descritos com perfeição, alguns dos quais dificilmente serão esquecidos: Horemheb, o general do Faraó, que dirigia sua carruagem sobre mulheres, crianças e velhos das terras conquistadas; Neferne-fernefer, com quem as modernas irmãs do pecado jamais poderiam competir, Minea, a virgem votada aos deuses, dançando nua diante dos touros sagrados, a rainha Nefertiti, cuja beleza física era perigosa em demasia por estar combinada com a malícia e a inteligência aguda, o escravo Kaptah Kaketamon, a bela irmã do Faraó Akhnaton.
Intriga, morte, guerra, paixão, amor e luta religiosa são contados, enquanto Sinuhe vai revelando sua vida, ora radiante, ora desesperançada. Há grandeza impressionante em “O EGÍPCIO”, amplo rasgo do romance verdadeiramente de primeira classe, o triunfo assombroso de uma grande imaginação criadora, uma obra épica magnífica. É um livro que o entreterá por várias horas, deixando-o em suspenso, possuído de um encanto que jamais será esquecido.
Mika Waltari era quase desconhecido fora da Finlândia, sua pátria. Produzira considerável número de peças teatrais, poemas e novelas logrando grande êxito local, porém sem grande repercussão internacional. Suas primeiras influências literárias foram os escritores franceses modernos; suas obras estavam cheias de problemas da mocidade, os enredos, um tanto sensacionais, girando em torno dos conflitos do álcool e do sexo, e Mika Waltari fazia parte então de um grupo de literatos radicais que se cognominavam de “Os Condutores da Tocha”.
A primeira transformação sensível no gênero literário de Waltari se processou em 1938, com a peça “Akhnaton”. As pesquisas em que se orientou nessa peça o conduziram ao plano de “O Egípcio”. Infelizmente a guerra prejudicou muito o seu trabalho, atrasando a publicação, que ocorreu somente em 1945, logo se tornando uma sensação, não tardando que as traduções se sucedessem através do mundo!