Dezembro
de 1992. Escândalos no Governo Federal levam o presidente da República,
Fernando Collor de Mello, a ser destituído do cargo pelo Senado. Nas
ruas, o povo comemora e canta o Hino Nacional com a certeza de que um
novo Brasil está nascendo. Março de 2007. Sem nunca ter sido condenado
pela Justiça, Collor está de volta à cena política, agora como senador
da República. Junho de 1996. Em Maceió, numa casa à beira-mar cercada de
seguranças, são encontrados os corpos de Paulo César Farias
(ex-tesoureiro de campanhas eleitorais de Collor) e de sua namorada,
Suzana Marcolino, cada um com um tiro de revólver calibre 38.
Maio
de 2013. Quatro ex-seguranças de PC são levados a júri popular acusados
de envolvimento no duplo assassinato. O júri conclui que Paulo César e
Suzana foram mortos por uma terceira pessoa, mas ainda assim absolve os
réus. Um fio liga o renascimento político de Collor e o caso de duplo
homicídio sem culpados: a impunidade. Durante 17 anos, o jornalista
Lucas Figueiredo investigou os mistérios que rondam a dupla, reunindo
provas que mostram que o Esquema PC tinha conexões com o crime
organizado internacional. Vasculhando documentos sigilosos na Itália, na
Suíça, nos Estados Unidos, na Argentina, no Uruguai e no Brasil, o
jornalista teve acesso a dados referentes às movimentações financeiras
entre Paulo César e mafiosos italianos pertencentes a uma das maiores
redes internacionais de narcotráfico. Publicado originalmente no ano
2000 com grande sucesso de crítica e de público (oito semanas em 1º
lugar na lista dos mais vendidos), Morcegos negros – marco do jornalismo
investigativo nacional – volta agora às livrarias com texto revisto e
ampliado. Nesta nova edição, Lucas Figueiredo aborda - num posfácio
inédito e revelador - a volta de Collor à política como aliado do PT, a
impunidade que protege corruptos e corruptores e os atuais esquemas de
desvio de dinheiro público manejados por “filhotes” de PC em Brasília.
Inclui ainda informações frescas sobre o misterioso destino da fortuna
do esquema e, o mais importante, mostra por que os assassinos de Paulo
César e Suzana conseguiram escapar da Justiça.
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Dezembro de 1992. Escândalos no Governo Federal levam o presidente da República, Fernando Collor de Mello, a ser destituído do cargo pelo Senado. Nas ruas, o povo comemora e canta o Hino Nacional com a certeza de que um novo Brasil está nascendo. Março de 2007. Sem nunca ter sido condenado pela Justiça, Collor está de volta à cena política, agora como senador da República. Junho de 1996. Em Maceió, numa casa à beira-mar cercada de seguranças, são encontrados os corpos de Paulo César Farias (ex-tesoureiro de campanhas eleitorais de Collor) e de sua namorada, Suzana Marcolino, cada um com um tiro de revólver calibre 38.
Maio de 2013. Quatro ex-seguranças de PC são levados a júri popular acusados de envolvimento no duplo assassinato. O júri conclui que Paulo César e Suzana foram mortos por uma terceira pessoa, mas ainda assim absolve os réus. Um fio liga o renascimento político de Collor e o caso de duplo homicídio sem culpados: a impunidade. Durante 17 anos, o jornalista Lucas Figueiredo investigou os mistérios que rondam a dupla, reunindo provas que mostram que o Esquema PC tinha conexões com o crime organizado internacional. Vasculhando documentos sigilosos na Itália, na Suíça, nos Estados Unidos, na Argentina, no Uruguai e no Brasil, o jornalista teve acesso a dados referentes às movimentações financeiras entre Paulo César e mafiosos italianos pertencentes a uma das maiores redes internacionais de narcotráfico. Publicado originalmente no ano 2000 com grande sucesso de crítica e de público (oito semanas em 1º lugar na lista dos mais vendidos), Morcegos negros – marco do jornalismo investigativo nacional – volta agora às livrarias com texto revisto e ampliado. Nesta nova edição, Lucas Figueiredo aborda - num posfácio inédito e revelador - a volta de Collor à política como aliado do PT, a impunidade que protege corruptos e corruptores e os atuais esquemas de desvio de dinheiro público manejados por “filhotes” de PC em Brasília. Inclui ainda informações frescas sobre o misterioso destino da fortuna do esquema e, o mais importante, mostra por que os assassinos de Paulo César e Suzana conseguiram escapar da Justiça.