«Não passa por nós
um sopro daquele ar que envolveu os que vieram antes de nós? Não é a voz
a que damos ouvidos um eco de outras já silenciadas? As mulheres que
cortejamos não têm irmãs que já não conheceram? A ser assim, então
existe um acordo secreto entre as gerações passadas e a nossa. Então,
fomos esperados sobre esta Terra. Então, foi-nos dada, como a todas as
gerações que nos antecederam, uma ténue força messiânica a que o passado
tem direito. Não se pode rejeitar de ânimo leve esse direito. E o
materialista histórico sabe disso.» «Walter Benjamin foi um "místico
marxista". O texto sobre o progresso e a catástrofe, que parte de um
quadro de Klee ("Angelus Novus"), é uma peça central no pensamento da
modernidade, e encabeça um conjunto de ensaios sobre a História enquanto
conceito e destino. É o quarto volume da colecção das obras escolhidas
de Walter Benjamin, da responsabilidade de João Barrento. "Aquilo a que
chamamos o progresso é este vendaval".»
Description:
«Não passa por nós um sopro daquele ar que envolveu os que vieram antes de nós? Não é a voz a que damos ouvidos um eco de outras já silenciadas? As mulheres que cortejamos não têm irmãs que já não conheceram? A ser assim, então existe um acordo secreto entre as gerações passadas e a nossa. Então, fomos esperados sobre esta Terra. Então, foi-nos dada, como a todas as gerações que nos antecederam, uma ténue força messiânica a que o passado tem direito. Não se pode rejeitar de ânimo leve esse direito. E o materialista histórico sabe disso.»«Walter Benjamin foi um "místico marxista". O texto sobre o progresso e a catástrofe, que parte de um quadro de Klee ("Angelus Novus"), é uma peça central no pensamento da modernidade, e encabeça um conjunto de ensaios sobre a História enquanto conceito e destino. É o quarto volume da colecção das obras escolhidas de Walter Benjamin, da responsabilidade de João Barrento. "Aquilo a que chamamos o progresso é este vendaval".»