Em 1776, a Declaração de Independência dos Estados Unidos, primeiro
grande documento histórico de defesa dos direitos humanos, declarava
como autoevidente a verdade de que "todos os homens são criados iguais".
Essas belas palavras, no entanto, não impediram que a instituição da
escravidão persistisse naquele país por mais quase um século, e que as
mulheres norte-americanas só conquistassem o direito de votar em 1920.
Paradoxos
como esse são abordados e iluminados neste livro da historiadora
norte-americana Lynn Hunt, que traça a gênese e o tortuoso
desenvolvimento de noções que hoje nos parecem indiscutíveis, como a
liberdade religiosa, o direito ao trabalho e a igualdade de todos os
indivíduos perante a lei.
Tendo como eixo de análise três
documentos essenciais - a Declaração de Independência norte-americana, a
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão produzida no bojo da
Revolução Francesa (1789) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos
das Nações Unidas (1948) -, a autora mobiliza conhecimentos da
filosofia, da crônica dos eventos políticos e da história do cotidiano
para nos mostrar os avanços e recuos dessa tortuosa saga.
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Em 1776, a Declaração de Independência dos Estados Unidos, primeiro grande documento histórico de defesa dos direitos humanos, declarava como autoevidente a verdade de que "todos os homens são criados iguais". Essas belas palavras, no entanto, não impediram que a instituição da escravidão persistisse naquele país por mais quase um século, e que as mulheres norte-americanas só conquistassem o direito de votar em 1920.
Paradoxos como esse são abordados e iluminados neste livro da historiadora norte-americana Lynn Hunt, que traça a gênese e o tortuoso desenvolvimento de noções que hoje nos parecem indiscutíveis, como a liberdade religiosa, o direito ao trabalho e a igualdade de todos os indivíduos perante a lei.
Tendo como eixo de análise três documentos essenciais - a Declaração de Independência norte-americana, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão produzida no bojo da Revolução Francesa (1789) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas (1948) -, a autora mobiliza conhecimentos da filosofia, da crônica dos eventos políticos e da história do cotidiano para nos mostrar os avanços e recuos dessa tortuosa saga.