Continuação do romance Da Terra à Lua, esta obra tem fundamentos nas áreas de física e matemática da altitude, e mesmo um leigo consegue extrair conceitos de mecânica clássica e cálculo integral. Pela trama, três homens partem em viagem sem precedentes através do espaço com o objetivo de explorar o território lunar. Verne descreve as paisagens avistadas e os perigos do desconhecido, mas mostra sobretudo seu gênio visionário: no último capítulo, os viajantes pousam num ponto determinado do Oceano Pacífico. Quando Armstrong e companhia foram à Lua, sua cápsula caiu a apenas 3 metros do local que Verne indicou em sua obra!
Há outras coincidências surpreendentes. O uso de retrofoguetes para manobrar a nave, a descrição do módulo com três astronautas; o telescópio nas Montanhas Rochosas descrito na obra tem cinco metros de diâmetro, e o atual telescópio no local tem exatamente o mesmo diâmetro; o local da partida da nave em Tampa, nos EUA, fica a apenas 30 quilômetros de onde realmente sairia a Apollo 11, 100 anos depois; o tempo de chegada à Lua (quatro dias). Fora a semelhança de nome do astronauta-personagem e astronautas reais: Michael Collins e Edwin Aldrin lembram Michel Ardan – poeta francês no romance, mas inspirado no fotógrafo e balonista Félix Nadar (1820-1910)…
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