Publicado em 1868, a acção passa-se no século XIX no Minho. Ilustra uma das teses favoritas do autor: o efeito regenerador da vida rústica sobre um sujeito deprimido pela vida urbana.
Retrata a Morgadinha, chamada Madalena Constança, uma rapariga de enorme beleza e generosidade. Madalena, a Morgadinha, e a sua prima Cristina representam mulheres fortes, femininas e virtuosas, dispostas a contornar as barreiras sociais por amor, como acontece com Madalena com Augusto.
Está também presente, uma forte componente de crítica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hipócrita, nomeadamente à crítica da tão controversa lei da altura que proibia o enterro nas Igrejas.
A localização real da história decorre em Grijó, Vila Nova de Gaia, mais concretamente no sítio dos Canaviais. Retrata elementos da família de António Ferreira dos Santos, bem como algumas das suas propriedades (Quinta dos Canaviais e Quinta da Alvapenha).
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